segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Soundgarden

Estava eu em um belo dia da semana passada, navegando pela internet a procura de coisas interessantes em mp3 para poder escutar, queria algo novo ou não tão novo assim, mas que pelo menos me chamasse a atenção! No meio da busca me ocorreu uma mudança de direção. Troquei a idéia de baixar bandas novas por baixar grupos antigos me fazendo chegar a nomes como "Mother Love Bone", "Tool", os solos do Eddie Vedder e Jarvis Cocker (trabalhos novos de caras das antigas), "Temple of the Dog" e o mais "curioso" de todos, um show acústico do Chris Cornell.
Eu me refiro "curioso" a esse último pelo fato de tê-lo encontrado por um a caso em um blog português (se eu não me engane) e por ter me feito refletir sobre o que é hoje "o artista" Chris Cornell e o que era o "Soundgarden".
Não sou um expert em carreira de ex-vocalistas de grandes bandas de rock, mas quem conhece e gosta dos trabalhos do"Soundgarden" percebe a diferença entre os dois momentos do cantor! Escutando ao acústico fica evidente que há algo de frágil na voz do Cornell.
O "Soundgarden" é uma daquelas bandas que nunca dependeria de um "boom" musical para poder se projetar no cenário mundial como foi com o grunge, por exemplo! É o tipo de banda que se enquadra no hall de grupos com grandes músicos que
possuem uma química perfeita para compor e executar canções e ao mesmo tempo é o tipo de banda que termina sem um motivo convincente para os admiradores. Dentro do talento de cada um na banda o que mais me chamava (e chama) a atenção era a voz marcante de Cornell e a bateria mais do que presente do Matt Cameron (atual baterista do "Pearl Jam"). Os dois acompanhados pelo baixista Ben Shepherd e pelo guitarrista solo Kim Thayil fizeram discos memoráveis, sendo que os três últimos são os mais destacados justamente pelo alto grau de amadurecimento e talento em composições de canções de peso.

Os discos "Badmotorfinger", "Superunknow" e "Down on the Upside" mostram que o "Soundgarden" estava acima
de qualquer rótulo e cenario musical. "Down on the Upside" é o melhor exemplo dos três citados. Nesse álbum, eles conseguiram soar distantes dos rótulos da época, fazendo um disco com peso e personalidade fugindo do que se esperava de uma banda de "grunge" lançando um cd no final da década de 90. É um álbum recheado de 16 canções que possuem o melhor da banda e do que foi influencia para ela. Músicas com mandolin e mandola em "TyCobb", riffs perfeitos em "Pretty Noose", "balada grunge" com "Zero Chance" (nessa qualquer banda de new-metal baixaria a cabeça), grunge (e por que não?) em "Blow up the Outside World" e "Overfloater" , hit em "Burden in my Hand", certo psicodelismo soturno em "Applebite", algum setentismo em "Tighter & Tighter", punk rock em "No Attention" e "An Unkind". É um álbum no qual os garotos de 14 a 18 anos de idade deveriam se apoiar no lugar dos discos do "Audioslave", que mostra um Cornell apenas com a metade do seu talento de cantor e compositor à mostra!
O grande problema é que para muitos que conhecem o "Audioslave" existe somente uma grande banda por trás desta que é a (ótima) "Rage Against the Machine" e um grande cantor que possui dois trabalhos solo (o ótimo "Euphoria Morning", de 1999 e o regular "Carry On" de 2007), quando na verdade a presen
ça do "Soundgarden" é bem evidente! Há alguns meses atrás escutei um boato de que eles iriam se reunir com a formação original, fato que me deixaria muito contente como fã e muito aliviado em saber que outras pessoas que estão começando a escutar rock de qualidade agora, finalmente tomaria conhecimento da mesma!
Mas era só boato mesmo, para o bem ou para o mal!!!
Se você que leu o texto e não conhece a banda com
pre agora os cd's citados acima, pois ainda se encontram nas lojas daqui de SSA (se o logista não tiver no momento, exija dele), ou então recorra ao Soulseek imediatamente!!!!!!!!!!

Post. ao som de Soundgarden - "Down on the Upside" (CD)

2 comentários:

Ricardo Cidade disse...

Algum dia as guitarras pesadas voltarão a fazer sentido?
Escrever seriamente voltará a fazer sentido?
Rock precisa fazer sentido?

Poena disse...

olá Leo,
agora também sou blogueira...
te add nos meus links, veja:
bananabis.blogspot.com

beijos